Máscaras de protecção do coronavírus estão a dar às praias 

Acontece em Hong Kong. 

A Natureza e o Ambiente lidam com nova ameaça após surto do coronavírus na Ásia. Grupos ambientalistas alertam que tal pode representar uma grande ameaça à vida marinha e aos habitats selvagens.

Milhares de máscaras de proteção começam agora a amontoar-se nas praias de Hong Kong. Tudo isto porque há 6-8 semanas que a maioria da população de 7,4 milhões de pessoas de Hong Kong anda a usar máscaras descartáveis, na esperança de evitar o novo coronavírus que já infetou mais de uma centena na ex-colónia britânica, situada no Sudeste da China. 

Até aqui tudo bem, não fosse o caso de uma grande quantidade de máscaras não estar a ser descartada da forma correta. Ora acabam por ir parar a terrenos baldios ora acabam no mar, onde a vida marinha pode confundi-las com alimento, acumulando-se nas praias, juntamente com os habituais sacos de plástico e outro lixo.

Vários grupos ambientais levaram a cabo, entretanto, várias limpezas de praia e já vieram a público informar que “as máscaras têm piorado a situação e levantam questões importantes quanto à propagação de germes”. Numa única praia, por exemplo, em cem metros foram encontradas 70 máscaras descartadas. Um pouco por todo o lado o fenómeno está a replicar-se de forma alarmante. 

As máscaras são feitas de polipropileno, um tipo de plástico, e não se desfazem com facilidade. Isto já para não mencionar que Hong Kong debate-se há anos com o problema do plástico descartável – é cidade altamente populosa, a cultura do fast food prolifera e recicla muito pouco lixo. 

Os ambientalistas deixam o aviso:

É preciso proteger toda a gente e todas as formas de vida.