Dia Mundial da Água: Aceita fechar a torneia durante uma hora? 

APDA lança desafio. 

Esta segunda-feira, 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água e por esse motivo, a Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA) desafia os portugueses a “fechar a torneira” durante uma hora, entre as 22h e 23h. Aceita o desafio?

A ação, denominada “H2Off”, surge alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU – Organização das Nações Unidas, nomeadamente os referentes à “garantia de água potável e saneamento para todos”, “proteção do ambiente e procura da sustentabilidade nas cidades” e ao “combate às alterações climáticas”.

“Se o mundo não agir com urgência, entre 3,5 e 4,4 mil milhões de pessoas viverão em 2050 com acesso limitado à água.” É a partir deste apelo de António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, que a Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA) promove a H2OFF.

Na prática, a H2Off, “promove na sua essência o uso consciente e eficiente da água, apelando a boas práticas e mudança de comportamentos em nome da sustentabilidade deste recurso escasso, mas essencial à vida”, adianta a APDA numa nota explicativa.

Apesar de a água ser um bem escasso (situação com tendência a piorar, dados os cenários de seca provocados pelas alterações climáticas), consome-se cada vez mais. Segundo a Pordata, consome-se ou gasta-se hoje mais 30% de água por português do que em 1995. Alguns dados: 

Água distribuída/consumida por habitante

. Em 1995: 50,3 mil litros
. Em 2017: 64,5 mil litros

Consumos domésticos

. Gasto de água num duche de 15 minutos: 180 litros
. Torneira aberta enquanto se faz a barba: 40 litros
. Torneira aberta enquanto se lava os dentes: 14 litros
. Descarga de autoclismo: 15 litros

No mundo

. Desde 1900, mais de 11 milhões de pessoas morreram devido a secas
. 27% da população vive em regiões com forte escassez de água
. 74% de todos os desastres naturais entre 2001 e 2018 foram relacionados com água
. Até 2030, 700 milhões de pessoas podem tornar-se refugiadas devido à falta de água