As armas de Bernardo Tomé para 2021

Team rider da Sealand faz apresentação. 

Apesar de Santa Cruz ainda não ter produzido nenhum campeão nacional para a modalidade, os bodyboarders locais são conhecidos pelo talento e apetência para ondas de consequência. Um dos mais versáteis deste lote é Bernardo Tomé que está pronto para a nova temporada desportiva. 

Para atacar o ano 2021 o bodyboarder da região Oeste, que faz parte da equipa Sealand, escolheu duas pranchas distintas e cujas características passou a partilhar connosco:

“Uma das pranchas que escolhi para este ano foi a VS Winchester Quantum WiFly V2 Tail em PP core. Escolhi esta prancha muito pela curiosidade em testar esta nova tecnologia, pois, tendo falado e pedido a opinião de Ben Player, o feedback que recebi foi incrível e então decidi ficar com uma 41,5″, uma medida ligeiramente cima do que costumo usar, não só devido ao tail diferente que possui mas também devido ao seu comportamento na água. É aconselhado meia polegada acima do que se costuma usar. Do que senti das primeiras surfadas, embora as ondas não estivessem muito grandes, foi a velocidade e a capacidade de resposta de ataque ao lip bem acima dos parâmetros ditos normais. O controlo e a resposta em atacar o lip foram incríveis. Também senti que esta prancha requer um certo período de adaptação à forma de surfar, mas a primeira sensação foi brutal. 

Já a segunda arma que escolhi foi a VS Winchester QuadConcave Quantum Series PFS Crescent Tail ISS, em 41” e em PP core. Esta já é mais o tipo de prancha que estou a habituado a surfar e este ano o shape do Winchester está mais refinado. A construção destes modelos da Quantum Series estão com uma qualidade muito boa, do melhor que alguma vez já vi e surfei. Esta tem sido a minha prancha do dia-a-dia e tenho-me vindo a aperceber que cada vez gosto mais do sistema Quad Concave, pois sinto que consegue gerar uma velocidade adicional à prancha. Optei por escolher este modelo em ISS simplesmente porque não gosto de pranchas muito rijas dada a temperatura das águas que costumo surfar. Desta forma, dá para ir trocando consoante as estações do ano, se água fica mais fria ou mais quente, e o tipo de onda que vou surfar.”

Definidas as armas que irá usar ao longo de 2021, o bodyboarder da Associação Sealand vai-se mantendo ativo em várias sessões da costa oeste e aguarda apenas a definição do calendário de provas nacionais para saber em que eventos estará presente. 

Boa sorte, Bernardo!

Foto ação: Crashgrafia